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Justiça quer barrar político que renunciou para fugir de cassação

O MPE (Ministério Público Eleitoral) enviou recurso em que pede que o ministro Hamilton Carvalhido do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) reveja sua decisão de liberar registro de candidatura para Marcelino Ayub Fraga (PMDB), que pediu para participar destas eleições, concorrendo ao cargo de deputado estadual no Espírito Santo. Para o MPE, Fraga está inelegível com base na lei da Ficha Limpa por ter renunciado ao cargo de deputado federal em 2006, quando escapou de uma cassação. Caso Carvalhido insista em não rever sua posição, o MPE pede que o plenário do TSE avalie o caso. Ainda de acordo com o Ministério Público Eleitoral, o motivo da renúncia de Marcelino Ayub Fraga foi a publicação de um relatório da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) na Câmara dos Deputados que apurava fraudes na compra de ambulâncias e equipamentos médico-hospitalares, caso que ficou conhecido como a “CPMI das Sanguessugas”. (R7)

Para promotor do caso Tiririca, campanha do candidato foi feita com desigualdade

O promotor eleitoral Maurício Antonio Ribeiro Lopes, que questionou a validade da candidatura do deputado federal eleito Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, afirmou que a campanha do candidato foi feita com desigualdade. “A campanha não foi feita com o homem, mas com o personagem. Queria ver ele sem fantasia.” O promotor afirma que está preparado para comprovar que Tiririca é analfabeto, com um “arsenal de conhecimento” formado para o caso. Ao comentar os ataques que recebeu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que afirmou ser uma “cretinice” o processo contra Tiririca, e “um desrespeito com os 1,3 milhão de eleitores dele”, Maurício Lopes crava que “a maioria não pode tudo numa democracia, a maioria não está acima da lei, que vale para todos. Não é por ter tantos votos que a pessoa está acima da lei”. (Folha)

A estranha montanha-russa salarial do PSC na Câmara

Imagine ser contratado para um serviço e ganhar no primeiro mês R$ 1,9 mil. Para no mês seguinte ver seu salário pular sem aviso prévio para R$ 12 mil. E, depois, assim como subiu, cair de uma vez para R$ 1,2 mil. Para depois subir de novo para R$ 3 mil. É possível empreender algum orçamento minimamente organizado com tal variação salarial? Pois é assim que vivem os funcionários com cargo de natureza especial (CNE) vinculados ao PSC. Quem trabalha para o partido ou para as comissões que eles lideram na Câmara vive tendo esses arrancos, solavancos, subidas e descidas no contracheque. Levantamento do Congresso em Foco sobre a trajetória funcional dos comissionados que passaram por comissões dirigidas pelo partido entre 2009 e 2010, mostra que 10 dos 14 servidores viveram essa montanha-russa salarial. Uma outra, teve só reduções. Leia mais no Congresso em Foco.