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Lula convoca aliados eleitos para alavancar Dilma já

Mal os números do TSE confirmaram o segundo turno entre Dilma e Serra, o presidente Lula já tomou a dianteira da estratégia para que as próximas quatro semanas culminem na vitória de sua candidata. O presidente determinou que sejam convocados para uma reunião amanhã em um hotel em Brasília, todos os governadores aliados que venceram neste primeiro turno, assim como os senadores, líderes partidários e presidentes de partidos aliados. Lula que, em maior ou menor medida, trabalhou para a eleição de cada um deles, cobrará a fatura. Vai lembrar que a chance de sucesso político dos eleitos está diretamente relacionada à eleição de Dilma Rousseff e vai traçar um plano de ação em cada estado. No senado, 43 governistas se elegeram. Mas, a parte mais pesada da tarefa vai ficar com os 10 governadores aliados eleitos no primeiro turno: Sérgio Cabral (PMDB), no Rio; Tarso Genro (PT), no Rio Grande do Sul; Jaques Wagner (PT), Bahia; Marcelo Deda (PT), Sergipe; Eduardo Campos (PSB), de Pernambuco; Renato Casagrande (PSB), do Espírito Santo; Cid Gomes (PSB), do Ceará; André Puccinelli (PMDB), do Mato Grosso do Sul; Silval Barbosa (PMDB), Mato Grosso e Omar Aziz (PMN), Amazonas. Serão quatro semanas de inferno para a candidata que já vinha sem voz, com o pé machucado e o peso visivelmente alterado pelo estresse da campanha. Dilma chegou a cogitar tirar dois dias de descanso, caso o resultado confirmasse o segundo turno. Se depender do presidente Lula, a pausa está fora de questão. A reunião está convocada para as três da tarde desta segunda. (Blog da jornalista Christina Lemos/ R7)

Dilma terá palanques mais fortes, avalia cientista político

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, terá palanques muito mais fortes do que o seu concorrente, o tucano José Serra, na disputa eleitoral no segundo turno. Serra só vai contar com apoio forte e significativo em três estados, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, avalia o cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor da Fundação Getúlio Vargas. “Em Minas, ele precisará contar ainda com a adesão de corpo e alma do ex-governador Aécio Neves (eleito senador), o que é de se esperar com certa reserva”, ressalva Teixeira. Nos demais Estados, observa o cientista, candidatos apoiados por Dilma e o presidente Lula tiveram muito melhor desempenho. Nos Estados onde haverá segundo turno, Serra, mais uma vez, também enfrentará dificuldades para ver seus aliados oporem-se à liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Novamente, o presidente jogará seu peso político em favor dos candidatos apoiados pelo Palácio do Planalto que estarão na segunda fase da disputa. “É o caso do Pará, onde o PSDB quase ganhou no primeiro turno, mas a Dilma venceu no Estado. Lá, o candidato do PSDB deve evitar um embate direto com Lula, que é muito forte”, diz o cientista. O presidente ainda terá uma presença muito forte no Nordeste no segundo turno, lembra Teixeira. (Terra)

‘Vamos à luta e vamos à vitória’, diz Serra sobre segundo turno

O candidato tucano à Presidência José Serra, que disputará o segundo turno das eleições com a petista Dilma Rousseff, afirmou na noite deste domingo que vai “à luta” e “à vitória”. Serra fez um pronunciamento em São Paulo de cerca de 10 minutos, onde agradeceu à população por ter chegado ao segundo turno. “Quero agradecer o carinho, a compreensão. Não foram as pesquisas que nos trouxeram até aqui. Foi o povo brasileiro, a população brasileira que nos trouxe até aqui. Eu sempre disse isso, que sendo a nossa 9ª campanha eleitoral, eu nunca tinha tido uma acolhida carinhosa, fraterna, esperançosa, e confiante como a que encontrei em todo o Brasil”, afirmou o candidato. (G1)